20 de julho de 2017

Porque a Familia Floriani imigrou da Itália para o Brasil?

A miséria e a fome são comumente apontadas como motivo para a imigração italiana no século XIX. Mas porque havia miséria em uma região tão próspera?

Antes de abordar as razões específicas de cada núcleo familiar, é importante levantar o contexto da imigração dos nossos antepassados.

No caso dos imigrantes italianos Floriani que vieram da região Trentina e do Vêneto, presume-se que a fome e a miséria foram resultado da disputa territorial entre a Itália e a Áustria que se estendeu principalmente entre 1849 e 1866.

Cerca de 1870 a Itália havia conquistado a Lombardia e o Vêneto sob comando de Giuzeppe Garibaldi, que também tentou tomar o Tirol. Anos antes, Giuseppe havia participado da Guerra dos Farrapos que tentou desmembrar a região sul do Brasil, na Itália lutou pela unificação do reino italiano. 
A guerra na Itália teve grande impacto sobre nossos antepassados. Entre 22 de julho a 9 de agosto de 1866 a cidade de Strigno, na Valsugana, foi ocupada pelo exército italiano. Mas na Batalha de Bezzeca o exército italiano foi expulso, e Garibaldi quase foi capturado. Quando estive eu em Strigno não observei nenhum monumento em agradecimento à passagem de Garibaldi por lá.

A situação piora ainda mais quando a Itália tenta forçar a rendição da Áustria com um forte embargo aos produtos tiroleses (tal como o feito pelos EUA à Cuba e Venezuela), ocasionando uma grave crise social e econômica na região trentina. 

A pobreza e o medo de novas guerras forçou famílias inteiras abandonarem suas cidades na gigantesca imigração trentina a partir de 1875. A confusão na região permaneceu até o final da Primeira Grande Guerra, quando a Áustria perdeu o território trentino. Mas que depois tentou tomar novamente na Segunda Grande Guerra... mas estes conflitos não influenciaram tão fortemente a imigração italiana para a América (Veja registros no Brasil entre 1899 e 1922).

Vejamos então, se parte dos Floriani acompanhasse a população tirolesa em sua aversão à ideia de fazer parte do Reino da Itália, em nutrir simpatia ao Reino Austro-Húngaro, foi expulso de sua terra natal e imigra por causa das Guerras comandadas por Garibaldi, e prospera com dificuldade na América, em regiões que tem Giuseppe Garipaldi como herói e torce para receber um passaporte de nacionalidade Italiana. Que voltas a história dá!

Mapa da Itália antes da incorporação da região trentina.
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1 de junho de 2017

Informações da 3a. Festa da Família Floriani

Depois de muita expectativa vem aí a III Festa da Família Floriani, no dia 23 de julho de 2017.

Será servido almoço típico:
Fortaia, Polenta, Polenta frita, Macarrão, Aipim frito com toucinho, Galinha ensopada, Frango frito, Carne de panela, Arroz, Saladas
variadas, Queijo ralado, Sagu de sobremesa.

É importante para os organizadores que os convites da festa sejam pagos o quanto antes.

Adultos: R$ 30,oo 
Crianças de 6 aos 10 anos: R$ 15,oo

Realizar depósito:

Conta Banco do Brasil.
Luciane Floriani Wolski.
Ag. 0405.7
c/c 6266.9

Enviar comprovante para: 
47 99922 9366, de Luciane Floriani.

Reforcem o convite a todos os conhecidos, vamos fazer uma grande festa.

Local:
Salão de festas da Igreja Nossa Sra do Rosário
Rua Luiz Sarti, 1397 - Bairro Nereu Ramos.
Jaraguá do Sul - SC

Veja aqui mais informações do local.

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1 de junho de 2016

Escolhido local da próxima festa da família Floriani


Em 2014 visitamos o primo Paulo Floriani em Jaraguá do Sul com objetivo de planejarmos atividades da família. Na 1ª Festa da Família Floriani realizada em 2008 ficou acertado que a segunda festa seria em Rio do Sul/SC e a terceira seria em Jaraguá do Sul/SC. Por isto aproveitamos para conhecer o local sugerido por Paulo na localidade de Nereu Ramos, bairro de Jaraguá do Sul: a Paróquia Nossa Senhora do Rosário.



A Paróquia é bastante procurada por devotos do Padre Aloísio Boeing, que passa por beatificação.



A estrutura do local é muito boa, com um excelente salão de festa com capacidade para comportar nosso evento, pois aguarda-se um publico ainda maior que o alcançado na primeira edição da festa, quase 350 pessoas.


Aproveitamos o passeio para conhecer o Morro Boa Vista em Jaraguá do Sul/SC.


O local oferece uma vista espetacular da cidade.
Cidade de Jaraguá do Sul, vista do Morro Boa Vista.
E principalmente, o cume do Morro Boa Vista abriga a chiesetta alpina, cuja construção contou com apoio do nosso Paulo Floriani. Quem for à festa pode reservar o dia anterior para conhecer o local.



Leia mais em:

Informações sobre a III Festa da Família Floriani


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30 de novembro de 2015

Prova de origem trentina

Muitas vezes é difícil comprovar a origem italiana e conseguir a dupla-cidadania. Mas a frustração com a demora do processo de reconhecimento não deve se converter em motivo para a desunião entre trentinos que vivem fora da Itália.

Quando estive na Itália em 2012 tive a satisfação de ouvir uma história emocionante que prova isto. Mais tarde encontrei relatos, fotos, cartas e registros de um momento histórico significativo vivenciado há duas décadas no norte da Itália.

Em 1993 um grupo de 40 pessoas chegou inesperadamente nas pequenas cidades de Villa Agnedo e Strigno. Traziam alguma bagagem e não estavam à passeio. Formou-se uma comissão de autoridades e moradores locais para descobrir quem eram aquelas pessoas e decidir o que fazer.

Eram Bósnios que fugiam da guerra e procuravam abrigo. Haviam partido de Stivor, do norte da Bósnia, e diziam descender de imigrantes trentinos. Desejavam abrigo naquela terra próspera, da qual os antepassados lhes falavam com tanta nostalgia.

Em 1878 trentinos partiram das cidades de Villa, Agnedo e Strigno para o Brasil, mas os problemas na região aumentaram entre 1881 e 1883 com fortes chuvas que assolaram a região, empurrando uma nova onda de desabrigados que buscaram refúgio na antiga Iugoslávia aproveitando uma onda expansionista do império Austro-Húngaro sobre o território turco.

Em pequenas vilas como Stivor os trentinos mantiveram costumes e o dialeto trentino, e por manterem as fortes raízes culturais nunca foram plenamente aceitos na Bósnia, eram vistos como italianos.

Trentinos em Stivor, na antiga Ioguslávia. 
Se na Bósnia eram considerados italianos. Quando voltaram para a Itália foram recebidos como estrangeiros. "Não eram ninguém, nem bósnios nem italianos", como disse Silvana Roner Zanin, em carta ao governo italiano com pedido de ajuda aos refugiados de Stivor. Naquele momento o reconhecimento de cidadania italiana era fundamental para iniciarem uma nova vida na Itália.

Embora não tivessem documentos para atestar a descendência trentina, o grupo de recepção foi surpreendido com uma prova verdadeira. Mais do que falar um pouco de italiano, o grupo falava na forma típica da região da Valsugana, o dialeto Valsuganotto.

Este dialeto sobrevive em ilhas culturais da região de Trento e Bolzano na Itália, na pequena Stivor na Bósnia e, no Vale do Itajaí no sul do Brasil. Como alguém aprenderia a falar um dialeto em vias de extinção se não fossem descendentes daquela região?

Os refugiados foram acolhidos da melhor forma possível, realizou-se uma grande festa para arrecadar dinheiro e se pressionou o governo italiano para conseguir ajuda. Criou-se um círculo italiano em Stivor  e deu-se início a um processo de cooperação das duas regiões que permanece até hoje. Todos os anos se realizam festas, encontros e acordos são firmados para o desenvolvimento dos trentinos na Bósnia.

Embora a experiência em receber refugiados albaneses, croatas e bósnios tenha gerado sentimentos controversos e até xenófobos (veja em "Strigno dopo la caserma"), há quem sinta falta do agito por qual passou a pacata cidade de Strigno naquela época.
Durante nossa estada em Strigno cruzamos várias vezes por um pequeno grupo de bósnios-herzegovinos que trabalhavam na cidade, e confesso não entendia nada do italiano que falavam. A bem da verdade, entendia pouco do dialeto quando Floriani e Sandri falavam entre si.

A história se repete por volta do ano 2000, quando um pequeno grupo de visitantes aparece em Villa Agnedo quase por acidente. Se disseram descendentes de trentinos, desta vez eram Floriani provenientes de Santa Catarina. E de novo  o passaporte italiano não fez falta quando se conversou com o mesmo dialeto.  Quando Franca Floriani e Gino me contaram estas histórias, lembraram com ternura este segundo encontro. Tanto é que formaram uma grande amizade e reataram um laço de família. 
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19 de novembro de 2014

Floriani na Resistência à Ditadura Militar

Dimas Floriani conta sua história e sua trajetória durante o período de luta pela democracia durante a Ditadura Militar no Brasil.

Passada as eleições de 2014 sugiram manifestações em apoio ao retorno da Ditadura Militar no Brasil, proposta esta que não pode passar ao largo de uma revisão da história, sobretudo dos aspectos sombrios e tenebrosos do golpe que abateu a democracia do Brasil. Muito oportuno rever este vídeo, de 2013, produzido pela Sociedade Direitos Humanos para a Paz - DHPAZ, no qual o Professor Dimas Floriani faz um depoimentos a sobre a Resistência à Ditadura Militar no Paraná.

Inicia sua apresentação com o relato da história dos imigrantes italianos na colônia de Rio dos Cedros, cidade localizada no Vale do Itajaí, no Estado de Santa Catarina.Conta a história de seu pai, um autodidata que criou 10 filhos, e dos caminhos que abriu aos filhos, na agricultura e nos livros. Dimas nos brinda com um riquíssimo relato, sobre a história da família a partir do qual se contextualiza a sua formação e experiências em sua trajetória na defesa da democracia, na critica à política e ao capitalismo e resistência à ditadura militar. Debates, prisões arbitrárias, tortura, clandestinidade, assassinatos.  Vale a pena conferir.



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11 de novembro de 2014

Descendentes de Pietro Floriani aguardam dupla cidadania

Em julho deste ano verifiquei o processo de Pietro Floriani e com imensa alegria descobri que havia retornado de Roma com parecer favorável e assim os seus descendentes teriam a sonhada dupla cidadania italiana

Depois soube que até o momento apenas uma parte deste ramo familiar teve este direito reconhecido. E desde então tenho respondido muitos questionamentos a respeito desta situação, feliz para uns, mas considerada uma injustiça por outros. Por isso achei interessante colocar aqui uma breve nota.

Isto decorre do fato de existir dois processos para Pietro Floriani. Disponíveis aqui.

1 - O processo TN 0422 deu entrada no Circulo Trentino em 15 de outubro de 2005. Enviado ao Consulado em 27 de junho de 2008, e enviado para Roma em 07 de julho de 2008, e despachado no malote de 08 de agosto de 2008. Este recebeu parecer favorável no dia 25 de julho de 2014, conforme publicado no site dos Circolos Trentinos do Brasil no dia 27 de julho de 2014.

2 - O processo TN 0703 deu entrada no Circulo Trentino antes do outro, em 13 de julho de 2005. Enviado ao Consulado em 27 de junho de 2008, mas foi enviado ao consulado um pouco depois, em 04 de agosto e, despachado no malote de 27 de agosto de 2008. Este é o processo no qual estou incluído mas, ainda sem recebeu parecer. Infelizmente ainda não sei dizer qual a sua situação do processo na Itália. Também estranho porque o outro processo foi avaliado sem este, pois trata-se do mesmo ramo familiar de Pietro Floriani e iniciaram a tramitação na mesma época. 

Mas é muito importante destacar que o Circulo Trentino de Curitiba enfrentou um trabalho hercúleo por conta do elevado número de processos, que incluem cerca de 20 mil pessoas descendentes italianos residentes no Sul do Brasil. Por isso, mesmo estando chateado por minha dupla cidadania não ter se concretizado, agradeço a Elton Stolf e toda a equipe da comunidade trentina que muito se dedicaram. Ficamos no aguardo de notícias.
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6 de agosto de 2014

Floriani desvenda roubo em 1906

O fantástico "Colar da Rainha" que pertenceu a Rainha Maria Antonieta, desapareceu misteriosamente após uma recepção na mansão do conde Dreux-Soubise.


Anos depois, em almoço em casa do casal, um cavalheiro chamado Floriani elucida o mistério.

O conde havia conhecido este detetive fenomenal na Sicília, mas na verdade ele é Arsène Lupin sob um de seus muitos disfarces.



Pois é, o caso "O colar da rainha" não passa de uma estória, foi publicado na revista "Je sais tout", n° 15, em 15 de abril de 1906, sob o título: La Vie extraordinaire d'Arsène Lupin: Le Collier de la reine.


Resta portanto o segundo mistério: por que Floriani é nome deste audaz detetive em um de seus mais nobres disfarces? 

Poderá ler a publicação reeditada em:
 




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3 de agosto de 2014

Descendentes de Pietro Floriani terão cidadania italiana!

Ótima notícia sobre o processo de reconhecimento de cidadania italiana aos descendentes de Pietro Floriani. O processo retornou de Roma com parecer favorável.


De acordo com Elton Stolf, presidente do Circulo Trentino de Curitiba, os descendentes devem atualizar o cadastro no consulado italiano.
Em breve a comunidade trentina receberá a notícia oficial com a nova lista dos processos aprovados, e as informações de atualização dos cadastros.
Este é um passo importantíssimo para se concretizar a  busca iniciada em 2005, parabenizo a todos os familiares que se dedicaram e agradeço ao circolo pelo ótimo trabalho realizado.

Mais informações no portal www.trentini.com.br

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29 de julho de 2014

Visita à Floriani do Vale do Itajaí, Santa Catarina

No mês de julho de 2014 estivemos no Vale do Itajaí, em Santa Catarina para visitar alguns Florianis muito especiais. Passamos por Rio do Sul para ver Jordina Rita Floriani, em Jaraguá do Sul para encontrar com Paulo Floriani e, em Blumenau, para ver minha prima Cléia Floriani.

Encontramos Jordina e Osvaldo às voltas com os preparativos para viajar à Itália, e como não podia deixar de ser, uma visita especial na cidade de Villa Agnedo, na Valsugana.



Em Rio do Sul os traços da cultura Italiana são fortes na arquitetura, nos beirais dos telhados de casas e da cúpula da igreja, que lembra o campanário de estilo romano-gótico típoicos do norte da Itália (confira fotos que fizemos em Strigno e Moena, no norte da Itália).




Foi muito bom também poder se encontrar com o Sr. Mário Floriani, na foto a seguir, três gerações de Floriani descendentes de Pietro Floriani.

Nélio Floriani, Guilherme Floriani, Mário Floriani e Jordina Rita Floriani
Em Jaraguá do Sul fomos recebidos por Paulo Floriani com uma jantar italiano fenomenal. Polenta, massa, galinha caipira, muita salada, e claro, bons vinhos.



Estivemos novamente com Alídio Floriani, nosso craque de futebol, que vive na em uma bela casa à beira do rio Itapocú, entre as cidades de Jaraguá do Sul e Corupá.


Paulo Floriani, Isabela Floriani, Alídio Floriani, Nélio Floriani e Guilherme Floriani.


Na foto a seguir, está Ademir, filho do Sr. Alídio.



Novamente a passagem por Jaraguá do Sul foi ótima.
Paulo Floriani, Onilza Floriani (Esposa) e Luciane F. Wolski


Em Blumenau, colocamos as duas bambinas pra brincar.



E quem disse que a melhor pizza é italiana, tá bom, mas a maior pizza quem faz?



Foi muito bom passar uns minutos preciosos com a prima Cléia Floriani.



E depois do delicioso almoço no Circolo Italiano de Blumenau, ainda deu tempo de passar na Vila Germânica.



Paulo e Jordina são pilares de todo o trabalho de aproximação da família Floriani no Brasil, graças a eles temos uma extensa árvore genealógica e realizamos dois encontros nacionais da família, em 2008 na cidade de Lages/SC e em 2009 em Rio do Sul/SC. Quando criança, morei com minha prima Cléia na casa de nossos avós, e foi muito bom revê-la, a saudade é grande. Mas o melhor, fizemos a viagem em compania do meu velho. A região se recupera de fortes chuvas e enchentes, as estradas estão muito ruins, mas valeu cada minuto.
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27 de julho de 2014

Síntese da Viagem à Itália em 2012

Realizamos uma viagem à Itália em 2012 para conhecer pontos turísticos importantes, mas também passar em cidades da região Trentina onde iniciou a imigração de nossos antepassados em 1875. 

Entre 24 de março a 10 de abril de 2012 estivemos em Villa Agnedo e em outras cidades do Vale da Valsugana, principalmente Strigno, Castel Ivano, Borgo Valsugana e Castel Nuovo, de onde se originam diversas famílias muito conhecidas dos Floriani, tais como, Sandri, Tiso, Paternoli, Rafaeli, Tomaselli e Vasselai. Cruzamos com estes nomes nos cemitérios, ruas e praças, restaurantes, em refeições animadas e em giros pela região.

 
Parque em Strigno, Trentino, Itália, em 2012.
Passamos a maior parte do tempo de ônibus e trens, em um trajeto na região norte da Itália que iniciou em Veneza, passou em Fiera di Primiero e Transaqua, e depois de uma boa parada em Strigno e Villa Agnedo partimos para Trento.

O relato é compartilhado com bastante atraso, mas a perda de algum detalhe talvez seja recompensada. Tivemos momentos realmente emocionantes e que mudaram nossas vidas, e a cada dia nossa interpretação se altera um pouquinho, dão um novo significado ao que aconteceu. Desta forma, o presente relato perde o calor do momento mas já é fruto de um desejável amadurecimento.

E claro, por gentiliza, informe qualquer correção que possa ser feita quanto aos dados, nomes, datas, pessoas e acontecimentos citados.




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