24 de abril de 2018

Floriani na Argentina em 1895


O Censo realizado na Argentina em 1895 é uma importante fonte de informação para a pesquisa genealógica da família Floriani e de muitos outros imigrantes estrangeiros que estavam no país naquela época.



Nombre Fecha de nacimiento Lugar de nacimiento Lugar de residencia
Domingo Floriani 1837 Italy Chaco, Argentina
Bautista Floriani 1840 Udine, Italy Buenos Aires, Argentina
Dominga Floriani 1844 Austria Chaco, Argentina
Luis Floriani 1856 Italy Catamarca, Argentina
Pedro Floriani 1860 Italy Capital Federal, Argentina
Juan Floriani 1861 Italy Mendoza, Argentina
Catalina Floriani 1863 Austria San Luis, Argentina
Virjilio Floriani 1863 Italy Capital Federal, Argentina
Sisto Floriani 1865 Italy Buenos Aires, Argentina
Luis Floriani 1868 Austria San Luis, Argentina
Sebastian Floriani 1869 Italy Tucumán, Argentina
Elisabeta Floriani 1871 Italy Santa Fe, Argentina
Ramon Floriani 1872 Catamarca, Argentina Buenos Aires, Argentina
Teresa Floriani 1874 Italy Capital Federal, Argentina
Maria Floriani 1879 Chaco, Argentina Chaco, Argentina
Luis Floriani 1880 Chaco, Argentina Chaco, Argentina
Luisa Floriani 1883 Catamarca, Argentina Catamarca, Argentina
Jose Floriani 1883 Chaco, Argentina Chaco, Argentina
Emilia Floriani 1888 Chaco, Argentina Chaco, Argentina
Domingo Floriani 1890 Chaco, Argentina Chaco, Argentina
Maria Floriani 1895 Buenos Aires, Argentina Buenos Aires, Argentina


Os dados estão disponíveis gratuitamente no site www.familysearch.org




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23 de fevereiro de 2018

Dilema da imigração na peça teatral em Rovereto

“Siamo tutti naufraghi su di un terreno che non ha niente di solido sia da un punto di vista culturale, politico e sociale.”  (Maddalena Colombo)
Em Rovereto/TN, companhia teatral e palestrantes promovem um diálogo sobre o dilema dos migrantes de ontem e de hoje.

Atualmente muitos revivem o desafio imposto aos migrantes que deixaram as suas origens no final do século XIX em busca de melhores condições de vida na América.

Os Floriani que partiram de Rovereto para o Brasil conhecem esta história.

O Brasil foi formado por imigrantes, tais como europeus, asiáticos e do oriente médio. Hoje é alvo de migrantes de diversos países da África e da América Latina. O mesmo ocorre com outros destinos de Floriani, que foram para os EUA e Argentina. A Itália que sofreu um forte êxodo no passado, hoje recebe imigrantes da África, Leste europeu e da Ásia. Imigrantes são um problema?

Como os migrantes estrangeiros serão recebidos por nós, descendentes de imigrantes? Temos o dever de refletir sobre isto.

Veja a matéria no site do jornal l'Adige





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1 de dezembro de 2017

Floriani de Genova nos EUA (USA) entre 1900 a 1906

Imigrantes Floriani saíram de Gênova com destino aos Estados Unidos da América entre 1900 a 1906. Dados disponíveis em http://www.ciseionline.it/ 

N.
Nominativo
Età
Data viaggio
Luogo registrazione
1
FLORIANI   LEONARDO
16
20/04/1900
Stati Uniti
2
FLORIANI   ANTONIO
30
25/04/1901
Stati Uniti
3
FLORIANI   ALFREDO
21
28/04/1904
Stati Uniti
4
FLORIANI   BENVENUTO

10/09/1904
Stati Uniti
5
FLORIANI   CECILIA

10/09/1904
Stati Uniti
6
FLORIANI   EMMA

10/09/1904
Stati Uniti
7
FLORIANI   FELICE

10/09/1904
Stati Uniti
8
FLORIANI   GIOVANNI

10/09/1904
Stati Uniti
9
FLORIANI   MARIO

10/09/1904
Stati Uniti
10
FLORIANI   GIOVANNI
29
29/03/1906
Stati Uniti
11
FLORIANI   DOMENICO
19
25/05/1906
Stati Uniti
12
FLORIANI   LEONARDO
22
25/05/1906
Stati Uniti
30
FLORIANI   FERDINANDO
33
26/03/1894
Stati Uniti
31
FLORIANI   ANTONIO
44
28/03/1899
Stati Uniti

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30 de novembro de 2017

Imigrantes Floriani na Argentina

Os dados disponíveis em http://www.ciseionline.it/ registra que vários Floriani saíram de Gênova com destino à Argentina entre 1927 e 1949. Esta relação de nomes é de grande ajuda para encontrarmos mais parentes em outros países.





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21 de novembro de 2017

1ª Festa da Família Floriani

A primeira Festa da Família Floriani no Brasil foi realizada no dia 20 de julho de 2008, na cidade de Lages, Estado de Santa Catarina. Uma comemoração até singela, se considerarmos que faziam 130 anos da vinda dos Floriani ao Brasil. Na oportunidade cerca de 350 pessoas se reuniram em torno de um objetivo comum.
Convite da 1ª Festa realizada em Lages, Santa Catarina
A proposta da Festa surgiu em 2005, ganhou corpo em 2006 mas só foi agendada em 2007, a vontade do povo se conhecer era grande e não havia mais como segurar, em menos de 3 meses tudo foi preparado e mais de 300 pessoas se encontraram pela primeira vez em 20 de julho de 2008. A ideia de fortalecer as relações mais amplas em torno da família Floriani ganhou impulso a partir de 2005,  na corrida de obtenção de dupla cidadania, antes disso ocorriam festa de ramos da Família, especialmente por ocasião de Bodas de Ouro e festas de aniversário dos mais idosos.

Em redes sociais isto mudou, e muitos sentimentos positivos foram despertados. Veja o Convite do Encontro Nacional da Família Floriani, em 2008.

A festa contou com missa, pregada em italiano, almoço típico e baile.

Familiares reunidos em Lages, na Primeira Festa da Família Floriani, em Lages/SC.

Com o tempo alguns laços familiares se perderam e na festa foram reapertados. Fato referenciado no encontro do tio Duca e Alídio Floriani. 


Veja mais sobre o Tio Duca e sobre Alídio Floriani
Jornais da região publicaram matérias de página inteira e capa, o que revela que a festa teve um impacto extraordinário, alcançou seus objetivos e deixa uma grande promessa para todos nós. Conforme combinado na festa, em 2009 foi realizada outro encontro da família na cidade de Rio do Sul/SC.

A festa foi resultado de um esforço de agregação e aproximação de iniciativas que estavam dispersas. Haviam diversas iniciativas de levantamento genealógico e de encontros de alguns ramos da família. A partir da parceria com Jordina Rita Floriani e Paulo Floriani foi possível elaborar uma árvore genealógica única e iniciar a realização das festas nacionais. Embora isto tenha sido possível graças ao esforço de muitas pessoas, eu aproveito para render homenagem à eles, como fiz na foto a seguir, no Primeiro Encontro da Família Floriani realizado em Lages, em 2008. Valeu só por conhece-los!

Jordina Rita, Paulo e Guilherme, em 2008.












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25 de setembro de 2017

Almoço com Lidia e Armando Floriani em Villa Agnedo

A viagem que realizamos em 2012 teve um momento especial que relembro com as seguintes fotos.

A recepção calorosa

Muitas brincadeiras, uma falava italiano e a outra português, mas não foi necessário interprete, elas se entendem brincado!

Depois do almoço, café, chocolate e grappa.

No Caminho para Trento


Lidia foi muito atenciosa em nos receber, principalmente nas circunstâncias à época, ficamos muito felizes e para sempre seremos gratos por tanto carinho. 

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21 de setembro de 2017

Alídio e Isabela Floriani se reencontram


Em 2008, na Primeira Festa da Família Floriani realizada em Lages/SC, o Sr. Alídio Floriani era a pessoa com o maior idade no evento, e minha filha Isabela, recém nascida, era a Floriani mais jovem. Para celebrar este feito foi realizada a foto a seguir:


Passados 9 anos, é realizada a 3ª Festa da Família Floriani em Jaraguá do Sul/SC, em 23 de julho de 2017. O reencontro de Alídio e Isabela (nos braços da mãe Aline), merecia uma foto:


Na foto a seguir, reunidos com meu pai Nélio Floriani e Lea Amaral (à esquerda), e Cléia Floriani e Carlos Thais (à direita). Graças à Cléia conheci Jordina, depois o Paulo, e assim surgiu a primeira festa em Lages, a segunda, a terceira e, então, esta foto e muitas boas lembranças!


Veja também um pouco da história do Sr Alídio Floriani e o registro de algumas visitas que realizamos em Jaraguá do Sul, na compania de Paulo Floriani:
Nosso Craque Alídio Floriani
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Tirolesi nella Foresta (Tiroler in Urwald)


O filme Tirolesi nella Foresta (Tiroleses na Floresta / Tiroler in Urwald), é um documentário sobre a imigração tirolesa no Brasil, dirigido por Luis Walter (de Bolzano/IT), com a colaboração dos autores do Blog Tiroleses.com.br, Prof. Everton Altmayer. Apresenta as colônias tirolesas em Santa Leopoldina (ES), Nova Trento (SC), Piracicaba (SP) e Treze Tílias (SC).


Sinossi
"Dopo le guerre napoleoniche in Europa regna la povertá, anche in Tirolo. Dal 1858 al 1878 centinaia di familie Tirolesi e Welschtiroler (Tirolesi della parte italiana del Kronland Tirol nell´Impereo Austro-Ungarico oggi Trentino) emigrano in Brasile. Vengono tutti trasferiti nella foresta vergine, senza case, senza niente, i Tirolesi di lingua tedesca nella provincia Espirito Santo dove fondano DORF TIROL e i Welschtiroler, Tirolesi di lingua italiani, nella Provincia Santa Catarina dove fondano NOVA TRENTO. Il Film é sulle tracce della ricerca dell´identitá dei discendenti nella 4. e 5. generazione degli emigrati Tirolesi in Brasile. Il film é prodotto sul set in lingua tedesca e italiana e viene proiettato con sottotitoli".
O documentário está em italiano e alemão, e é legendado, assista ao trailer aqui.

O texto abaixo foi notícia na revista alemã Weltruf, com uma tradução disponível em Tiroleses na Floresta. 

 (Fonte

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Tirolês: meu Tataravo Pietro Floriani não era Italiano!

Eu nunca escutei meu avô dizer que era italiano. E realmente, ele não era, nem meu tataravô Pietro Floriani havia sido italiano.

Quando os Floriani, Rafaeli, Paternolli e Sandri emigraram para o Brasil em 1878, partiram da região conhecida como Sub-Tirol, pertencente a Áustria. A unificação italiana não havia incluído o Tirol meridional, os italianos desistiram de conquistar a região em 1866 depois que Giuseppe Garibaldi foi derrotado pelos sìzzeri na batalha de Bezzeca, e se tornou parte da Itália somente em 1918 após o final da Primeira Guerra Mundial. Por isto não se deve dizer que nossos antepassados eram italianos, nem que fizeram parte de uma imigração italiana, pois eram Tirolezes, Austríacos! 

A cidade de Rovereto, de onde partiram  Floriani para o Sul do Brasil.
Wälschtirol identifica o Tirol onde se fala italiano e ladino (fonte)
Na parte ao norte do Tirol (Nordtirol) se falava principalmente alemão, e no Südtirol se falava oficialmente o italiano, mas isso não fazia dos nossos antepassados italianos. Na Áustria, especialmente durante o período que formou o extenso império Austro-Húngaro, existiam doze línguas oficiais, entre elas o alemão, o italiano, o tcheco, o esloveno, o polonês, o ucraniano e o romeno. E embora o nível de alfabetização em italiano e alemão fosse mais alto no Tirol do que no resto da Itália, os imigrantes que chegaram ao Brasil falavam principalmente dialetos locais, como o ladino dolomítico, falado ainda hoje em Stivor, Villa Agnedo e Rio dos Cedros (veja mais).

Havia uma tensão social muito grande na região, entre aqueles que desejavam fazer parte da Itália e aqueles que desejavam manter a região autônoma, vinculada à Áustria. Mas o que os estudos recentes demonstram é que os imigrantes trentinos falavam dialetos quase perdidos no tempo, trouxeram uma cultura germânica forjada em oito séculos, tinham grande ligação com Viena e Innsbruck, mantinham afeição ao imperador Francisco José de Habsburgo e se diferenciam dos italianos do Vêneto e da Lombardia, ao ponto de diversos conflitos de colonos italianos e tiroleses ocorreram no sul do Brasil, especialmente no início da Primeira Grande Guerra.


Certamente quando chegaram no Brasil, os tiroleses podiam se diferenciar dos habitantes de Santa Catarina e foram incluídos com os demais "colonos italianos", "gringos", "italianos", entre outros adjetivos. Esta italinidade e o sentimento de pertencimento à pátria italiana foi incentivada pelo governo nacionalista Italiano no começo do século XX, e intensificado pelo fascismo na década de 1930, que buscava acabar com as idéias separatistas que os tiroleses mantinham. Embora o governo de Vargas (Estado Novo) tenha reprimido a expressão da cultura italiana e alemã (veja mais aqui), dialetos como o Ladino e Cimbro foram os que mais perderam. As organizações religiosas, beneficentes e profissionais mantiveram processos de identificação mútua e coesão entre os gringos, mas a cultura tiroleza estava à caminho de ser perdida, e na maior parte, os dialetos foram subistituidos pelo Talian do Vêneto, e o italiano e alemão oficiais. Se não bastasse, na década de 1970 houve uma "trentinização" promovida pelos Círculos Trentinos, que encontrou um vácuo de referencias culturais.

Isto porque a região passou a ser chamada de Trentino-Alto Adige em 1948, e desde 1972 por Região Autônoma do Trentino-alto Ádge. Trentino é oficialmente designado como Provinzia Autonoma de Trent (em Ladino), Autonoma Provinz vo Tria (em Cimbrico) e Autonome Provinz va Trea’t (em Fersental) (fonte).

É claro que nossa vinculação atual é com a Província de Trento, na Itália. Mas é fundamental rever o que pensávamos sobre nosso passado. 



Leia mais em:
Porque a Família Floriani emigrou da Itália para o Brasil?


Recomendo a leitura do site tiroleses.com.br:


Referências:

ALTMAYER, Everton. . Aspectos identitários da imigração tirolesa no Brasil (1859 - 1938). Blumenau em Cadernos, v. 56, p. 55-76, (ISSN 0006-5218) do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina. 2015. Disponível em: https://tiroleses.com.br/2016/04/24/revista-blumenau-em-cadernos/

Otto, Claricia Catolicidades e italianidades: jogos de poder no Médio Vale do Itajaí-Açu e no Sul de Santa Catarina. Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-graduação em História. http://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/102043 2005

Saquet, Marcos Aurelio Os tempos e os territórios da colonização italiana: o desenvolvimento econômico da Colônia Silveira Martins, RS Tese de Doutorado. Presidente Prudente. [2001]. 304 f. www2.fct.unesp.br/pos/geo/dis_teses/01/01_marcos.pdf


Zanini, Maria Catarina C.; Assis, Gláucia de Oliveira; Beneduzi, Luis Fernando. Ítalo-Brasileiros na Itália no século XXI: "retorno" à terra dos antepassados, impasses e expectativas. REMHU, Rev. Interdiscip. Mobil. Hum., Brasília , v. 21, n. 41, p. 139-162, dez. 2013 . Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1980-85852013000200008&lng=pt&nrm=iso>. 
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Tiroleses no Brasil (Filme)


Morei em Piracicaba/SP enquanto estudei na ESALQ/USP e sempre soube desta comunidade italiana, mas que surpresa, era Tirolesa!

De acordo com Misael Dalbosco: "Nas cidades catarinenses de Nova Trento, Rio dos Cedros, Rodeio e nos bairros Santana e Santa Olímpia, de Piracicaba (SP), a situação era oposta. Ali, os tiroleses eram maioria, e os imigrantes do Reino da Itália, minoria. Em Nova Tr

ento, por exemplo, os tiroleses austríacos constituíam por volta de 75% dos imigrantes de língua italiana. Nessas cidades, foi o elemento tirolês que absorveu os demais, e não é raro encontrar pessoas mais velhas que se recordem de seus avós falando de como haviam vindo da Áustria, do Tirol".

É o que mostra este vídeo é interessantíssimo. Trechos de entrevistas feitas pelo Prof. Dr. Everton Altmayer durante suas pesquisas sobre o dialeto trentino (dialèt tirolés) e identidade na Colônia Tirolesa de Piracicaba, estado de São Paulo. Os estudos serviram de base para sua dissertação de mestrado (DLCV/FFLCH - USP/FAPESP) e tese de doutorado (DLM/FFLCH - USP).

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